🌿 Dependência Emocional: o medo de existir sem o outro
- Tainá Herrera

- 27 de out. de 2025
- 3 min de leitura
“O amor genuíno é um encontro entre dois seres livres. O dependente busca no outro a segurança que teme não encontrar em si.” — Rollo May
A dependência emocional costuma ser confundida com amor. Mas, na verdade, ela nasce do medo — medo de perder o outro, medo de ficar só, medo de não saber quem se é fora de uma relação. Mais do que um vínculo, ela se transforma em uma tentativa de garantir pertencimento. E, muitas vezes, esse movimento se expressa de forma silenciosa: nas concessões que fazemos, nas palavras que deixamos de dizer, nas vontades que escondemos para não desagradar.
A pessoa que vive a dependência emocional tende a se adaptar ao desejo do outro, acreditando que, assim, será mais amada, aceita e vista.Mas, nesse esforço de se manter próxima, vai se afastando de si — até não saber mais o que realmente sente, pensa ou quer.
🌸 O olhar fenomenológico-existencial
Sob a perspectiva fenomenológico-existencial, a dependência emocional não é um “erro” nem uma “fraqueza”. É uma forma de ser-no-mundo que se constrói a partir das experiências vividas, das ausências, das relações e das histórias que deram base ao modo como nos relacionamos com o amor.
Na perspectiva fenomenológico-existencial, compreendemos que esse movimento nasce da dificuldade em sustentar a própria presença — de se reconhecer como alguém inteiro, mesmo diante da ausência do outro. Muitas vezes, essa dependência é uma tentativa de garantir segurança, pertencimento e sentido.
Nesse olhar, o foco não é eliminar o vínculo, mas compreender o sentido que ele tem.
O que esse relacionamento representa?
Que medo surge quando há distância?
O que é perder o outro — e o que é perder a si mesma?
Essas perguntas ajudam a abrir espaço para um cuidado mais consciente, em que o amor deixa de ser um refúgio e passa a ser um encontro entre duas liberdades.
🌿 Amar sem se perder
Cuidar do outro não precisa significar se abandonar. Amar pode ser estar junto — e, ainda assim, preservar a própria voz, o próprio espaço, o próprio tempo. A verdadeira intimidade nasce quando é possível estar com o outro sem deixar de estar consigo. Quando o amor se sustenta no respeito, e não na fusão. Quando o vínculo se constrói a partir da escolha, e não do medo.
🌷 A psicoterapia como espaço de reencontro
A dependência emocional, sob uma escuta sensível, pode se transformar em um convite: o convite de voltar-se para si mesma com coragem e ternura. Na psicoterapia, é possível reaprender a estar só sem se sentir sozinha, reconhecer o próprio valor e fortalecer o senso de identidade — para que o amor volte a ser uma troca e não um esconderijo. Cuidar de si é o primeiro passo para se relacionar de forma mais livre e autêntica.
A psicoterapia pode ser o espaço para reaprender a estar consigo, com acolhimento e verdade.É um caminho de volta à própria autonomia — não para se fechar ao amor, mas para se encontrar dentro dele. 🌷
✨ Se esse tema te toca: Talvez seja o momento de olhar com mais gentileza para suas relações e para o lugar que você ocupa nelas. 🌿 Agende sua sessão online — e permita-se reencontrar a si mesma, com calma, a se reconectar com a pessoa mais importante da sua vida: você.



Comentários