top of page

Quem sou e o Olhar do Outro

  • Foto do escritor: Tainá Herrera
    Tainá Herrera
  • 22 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Eu sou não apensas o que sou, mas sou o que sou e o que esperam de mim.

Você e o Mundo: Conexão

A fenomenologia existencial, nos oferece uma compreensão profunda de quem somos, não como mentes ou meros objetos físicos, mas como corpos-sujeitos que habitam e se relacionam com o mundo. A frase "eu sou não apenas o que sou, mas sou o que sou e o que esperam de mim" ressoa de forma poderosa com a ideia de que nossa existência é um constante diálogo entre nossa singularidade e as influências do ambiente e dos outros.

​​​

Os Outros e a Construção do Seu Ser

A ideia de que "eu sou o que sou e o que esperam de mim" ganha ainda mais clareza no conceito de intercorporalidade. Não existimos em um vácuo social. A presença e as expectativas do outro são sentidas e internalizadas através do nosso corpo. O olhar do outro não é uma abstração, mas uma forma concreta pela qual somos constituídos e reconhecidos. Ao observar outra pessoa, não vemos apenas um conjunto de partes físicas, mas uma outra consciência que interage conosco. Essa conexão também se manifesta em nossa capacidade de espelhamento e empatia: ao ver alguém chorar, nosso próprio corpo pode ressoar com aquela dor, não por um raciocínio lógico, mas por uma experiência corporal compartilhada. As expectativas sociais, muitas vezes traduzidas em formas de nos comportar, gesticular e falar, moldam nosso corpo, ensinando-nos a nos posicionar no espaço social.​

 

Sua Liberdade: Ser Único no Mundo Compartilhado

Apesar de sermos "afetados pelo mundo", ocupamos um espaço de criação e singularidade. Essa criação não é uma capacidade abstrata da mente, mas reside na própria capacidade do corpo de inovar, de reconfigurar sua experiência e de expressar sua individualidade. Mesmo diante das "convocações" do mundo e das expectativas sociais, nosso corpo é capaz de desenvolver um estilo único, uma maneira singular de se mover, de perceber e de existir. A liberdade, portanto, não é uma fuga do corpo, mas a expressão mais autêntica de nossa corporeidade em resposta ao mundo. É nesse complexo e dinâmico entrelaçamento entre o corpo que percebe e age, o mundo que o convoca e o outro que o vê, que nossa existência se revela em sua plena riqueza e ambiguidade. Essa compreensão nos convida a uma reflexão contínua sobre como nossa corporeidade molda nossa experiência e como, mesmo sendo moldados pelo mundo, somos capazes de expressar nossa singularidade de forma autêntica.


 
 
 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.

Converse comigo agora

Terapia on-line e presencial em São Paulo
Segunda à Sexta das 7:00 às 20:00​​​

  • Whatsapp
  • Instagram
  • Linkedin
bottom of page